Pró-vida Anápolis

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Domingo, 27 Janeiro 2002 00:00

O Presidente Bush, a Marcha pela Vida e o Dia Nacional da Santidade da Vida Humana

(quanta diferença entre os EUA e o Brasil...)

O dia 22 de janeiro de 2002 foi o 29º aniversário da decisão judicial "Roe versus Wade", que, em 22 de janeiro de 1973, declarou legal o aborto em todo o território estadunidense. Como em todos os anos, nesta data centenas de milhares de norte-americanos participam da Marcha pela Vida organizada por Nellie Gray e sua organização March for Life. É sumamente impressionante ver tanta gente se manifestando a favor da vida pelas ruas da capital Washington, DC. Desta vez o presidente Bush falou por telefone a todos os participantes da marcha, felicitando-os e encorajando-os em sua defesa da vida.

Nossa correspondente Marta Pelypec, brasileira residente nos Estados Unidos, assídua freqüentadora de toda Marcha pela Vida, escreve-nos o que aconteceu neste ano:

"O dia 22 de janeiro foi um lindo dia de inverno. Aproximadamente 200 mil pessoas percorreram um trajeto de aproximadamente uma milha, orando, conversando, cantando ou apenas em silêncio. Muitos levavam cartazes: ‘Thank you President Bush’ [Tradução: ‘Obrigado, Presidente Bush’]. Uma mulher caminhava sozinha, com chapéu preto e óculos escuros carregando um impressionante cartaz: ‘I regret for aborting my child. Now I am steril’ [Tradução: ‘Eu me arrependo de ter abortado meu filho. Agora eu sou estéril’]. A maioria da pessoas levava cartazes com a inscrição DEFEND LIFE [Tradução: ‘DEFENDA A VIDA’]. E muitos outros.

Este ano a imprensa nos boicoitou 98%. Nenhuma estação de TV e nenhum jornal (a não ser o Washington Times que mencionou manifestações do esquadrão da morte -- o que não aconteceu) somente a EWTN, emissora de TV católica fundada pela Madre Angélica, noticiou o evento [Comentário: isso é um consolo para nós, brasileiros, que fomos boicotados pela imprensa na manifestação em Brasília de 09/11/2001, terceiro aniversário da Norma Técnica do Aborto]. O ponto alto do evento foi a chamada telefônica do presidente para os participantes e organizadores, reafirmando seu compromisso com o respeito à vida.

A participação da juventude é um incentivo para nós, os veteranos, que necessitamos começar a entregar a bandeira para os herdeiros dessa luta.

Deus é bom. Deus seja louvado!"


No dia 18 de janeiro de 2002, cinco dias antes da Marcha, o Presidente Bush instituiu o Dia Nacional da Santidade da Vida Humana [Comentário: quanta dificuldade está encontrando no Brasil o deputado Severino Cavalcanti para obter a aprovação de seu projeto que institui o Dia do Nascituro, a ser celebrado em 25 de março de cada ano...].

Enquanto nos Estados Unidos, o Presidente Bush tem incentivado a promoção da castidade entre os jovens, no Brasil o Ministério da Saúde insiste em uma distribuição cada vez maior de preservativos, sobretudo no Carnaval.

Enquanto nos Estados Unidos, o Presidente Bush se opõe ao financiamento do aborto com dinheiro público, no Brasil, mesmo sendo o aborto ilegal, há três anos o Ministério da Saúde vem destinando uma parte cada vez maior do suor dos contribuintes para o derramamento de sangue inocente.

Enquanto nos Estados Unidos, o Presidente Bush é contrário a qualquer forma de clonagem humana, no Brasil o Ministro da Saúde José Serra já se manifestou favorável à clonagem humana "para fins terapêuticos".

A seguir a tradução portuguesa dos dois pronunciamentos do Presidente Bush: o de 18 de janeiro, que instituiu o Dia Nacional da Santidade de Vida Humana e o telefonema de 22 de janeiro aos participantes da Marcha pela Vida.


Dia Nacional da Santidade da Vida Humana

Para distribuição imediata
Escritório da Secretaria de Imprensa
18 de janeiro de 2002

Proclamação do Dia Nacional da Santidade da Vida Humana, 2002, pelo Presidente dos Estados Unidos da América.
(http://www.whitehouse.gov/news/releases/2002/01/20020118-10.html)

Esta Nação foi fundada sobre a crença de que cada ser humano é dotado, por nosso Criador, de certos "direitos inalienáveis". O principal deles é o direito à própria vida. Os signatários da Declaração da Independência comprometeram suas vidas, suas fortunas e sua honra para garantir esses direitos inalienáveis a todos os cidadãos do novo país. Esses homens de visão reconheceram que há uma dignidade humana essencial, ligada a todas as pessoas, em virtude de sua própria existência, e não apenas para os fortes, os independentes ou os sadios. Esse valor deve ser aplicado a todo americano, inclusive os idosos e desprotegidos, os fracos e enfermos, e mesmo os indesejados.

Thomas Jefferson escreveu que "a proteção da vida humana e a felicidade, e não a destruição delas, é o primeiro e único objeto legítimo do bom governo. O Presidente Jefferson tinha razão. A vida é um direito inalienável, entendido como um dom feito a cada um de nós por nosso Criador.

Este princípio eterno do Presidente Jefferson obriga-nos a buscar uma sociedade civil que abrace democraticamente seus deveres morais essenciais, incluindo a defesa do idoso, o fortalecimento do fraco, a proteção do indefeso, a nutrição do faminto e o cuidado das crianças - nascidas ou não nascidas.

Conscientes dessas e outras obrigações, devemos unir-nos na busca de uma sociedade mais compassiva, rejeitando a noção de que algumas vidas são menos dignas de proteção do que outras, por causa da idade ou doença, circunstância social ou condição econômica. Coerentes com os princípios centrais sobre os quais Thomas Jefferson escreveu, e que os Fundadores subscreveram, devemos pacificamente comprometer-nos com a busca de uma sociedade que valorize a vida - desde seu próprio começo até o seu fim natural. Crianças não nascidas devem ser bem-vindas em vida e protegidas por lei.

Em 11 de setembro, vimos claramente que o mal existe no mundo, e que ele não valoriza a vida. Os terríveis acontecimentos daquele fatídico dia deram a nós, como Nação, um maior entendimento sobre o valor e a maravilha da vida. Cada vida inocente tirada naquele dia era a pessoa mais importante da terra para alguém; e cada morte extinguiu um mundo. Agora estamos ocupados em uma luta contra o mal e a tirania para preservar e proteger a vida. Ao fazê-lo, levantamo-nos novamente em defesa daqueles princípios centrais sobre os quais nossa Nação foi fundada.

POR CONSEGUINTE, AGORA, EU, GEORGE W. BUSH, Presidente dos Estados Unidos da América, em virtude da autoridade com que fui revestido pela Constituição e pelas leis dos Estados Unidos, proclamo o domingo, 20 de janeiro de 2002, como o Dia Nacional da Santidade de Vida Humana. Chamo a todos os americanos para que reflitam sobre a santidade da vida humana. Reconheçamos este dia com cerimônias apropriadas em nossos lares e lugares de culto, dediquemo-nos uma vez mais ao serviço compassivo pelos fracos e indefesos, e reafirmemos nosso compromisso de respeitar a vida e a dignidade de todo ser humano.

COMO TESTEMUNHO DISSO, proclamo assim este dia, dezoito de janeiro do ano dois mil e dois, de nosso Senhor, e duzentos e vinte e seis da Independência dos Estados Unidos da América.

GEORGE W. BUSH


Telefonema do Presidente Bush aos Participantes da Marcha pela Vida
(http://www.whitehouse.gov/news/releases/2002/01/20020122-10.html)

Para distribuição imediata
Escritório da Secretaria de Imprensa
22 de janeiro de 2002.
12h 08min (Hora do Leste)

O PRESIDENTE: Nellie, muito obrigado. Quero agradecer-lhe muito e desejar a todos uma boa tarde. Estou telefonando do Estado de West Virginia.
(Aplausos).

Quero começar, Nellie, louvando-o por sua dedicação à causa da vida humana. Por quase 30 anos, os americanos de todos os estados da União têm-se reunido na esplanada de Washington para fazerem a marcha pela vida. Esta marcha é um exemplo de um compromisso que desperta admiração, e de profunda compaixão humana.

Todos que estão aí acreditam, como eu, que cada vida é valiosa; que nossa sociedade tem uma responsabilidade de defender o vulnerável e fraco, o imperfeito e mesmo o indesejado; e que nossa nação deveria estabelecer uma grande meta: que as crianças não nascidas sejam bem-vindas em vida e protegidas por lei.
(Aplausos.)

O aborto é uma questão que divide profundamente nosso país. E temos que tratar aqueles com quem discordamos com respeito e civilidade. Precisamos superar a amargura e o rancor onde os encontrarmos e procurar um denominador comum onde for possível. Mas continuaremos a falar em favor dos mais vulneráveis membros de nossa sociedade.

Isso porque acreditamos que as promessas de Declaração da Independência são o código comum da vida americana. Elas deveriam ser aplicadas a todos, não apenas aos sadios ou aos fortes ou aos poderosos. Uma sociedade generosa valoriza toda vida humana. Uma sociedade misericordiosa procura estender a proteção legal a toda vida, incluindo a vida iniciante. E uma sociedade compassiva defenderá uma proposição moral simples: a vida nunca deve ser usada como um instrumento, ou um meio para atingir um fim.

Estes são princípios fundamentais, e é por isso que minha administração se opõe ao aborto por nascimento parcial e ao financiamento público do aborto; — (aplausos) — é por isso que defendo de abstinência para os adolescentes e os programas de gravidez em crise; leis de adoção e notificação aos pais; e é por isso que somos contra todas as formas de clonagem humana.
(Aplausos.)

E é por isso que eu exorto o Senado dos Estados Unidos a sustentar uma total e efetiva proibição da clonagem humana, proibição esta que foi aprovada por um grande número de votos de ambos os partidos da Casa de Representantes em julho passado.
(Aplausos.)

Somos uma sociedade com suficiente compaixão, riqueza e amor para cuidar tanto das mães quanto de seus filhos, e para procurar a promessa e o potencial de cada uma das vidas humanas. Vocês estão trabalhando e marchando em defesa de uma nobre causa, e afirmando a cultura da vida. Obrigado por sua persistência em defender a dignidade humana e por se importarem com cada membro da família humana.

Possa Deus continuar abençoando a América. Muito obrigado.
(Aplausos.)

FIM 12h 11min (hora do Leste)


Anápolis, 27 de janeiro de 2002

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

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