Pró-vida Anápolis

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Domingo, 16 Setembro 2001 00:00

A tragédia de Nova York

(qual das duas?)

Nova York foi o primeiro Estado dos EUA a legalizar o aborto a pedido ("abortion on demand") em 1970. Ali a lei passou a permitir o aborto em caso de risco de vida para a mãe em qualquer época da gestação e a pedido ("on demand") até o quinto mês da gravidez, não se exigindo sequer o domicílio da gestante em território estadual. Produziu-se com isto uma avalanche surpreendente de gestantes provenientes de vários outros Estados americanos, principalmente dos da costa leste, à procura dos "serviços" de aborto de Nova York, as quais retornavam logo em seguida para os seus Estados de origem.

Esta tragédia ocorrida em Nova York não deve ser menosprezada pela História. Ela foi decisiva para que, três anos mais tarde, em 21 de janeiro de 1973 a Corte Suprema de Washington declarasse que a criança por nascer não tem personalidade civil e que, portanto, poderia ser morta sem qualquer problema em todo o território nacional.

wtcDiante do que acabei de relatar, a outra tragédia, ocorrida em 11 de setembro de 2001, é muito mais suave. Dois aviões de passageiros, seqüestrados por fanáticos, chocaram-se contra duas torres do Word Trade Center, causando centenas de mortes. O espetáculo foi, sem dúvida, digno de comiseração e repulsa, como todas as autoridades mundiais manifestaram. O que é estranho é que, décadas atrás, quando o Poder Legislativo novaiorquino autorizava a morte de crianças e o lançamento de seus cadáveres no lixo, não tenha havido semelhante convulsão internacional. Comparemos as duas tragédias:

absuc101) Os seqüestradores dos aviões morreram juntamente com suas vítimas. Os aborteiros, porém, sobrevivem para olhar com sadismo os restos mortais das crianças e lançá-las no esgoto hospitalar.



abcur2) Alguns passageiros tiveram chance de telefonar para seus familiares antes da morte iminente. A criança no útero materno, embora perceba a presença do tubo que vai aspirá-la em pedacinhos ou das lâminas afiadas (curetas) que vão esquartejá-la, não tem como comunicar-se. Pode tentar gritar, abrindo os braços e a boca (como se vê no vídeo "O grito silencioso"), mas ninguém a ouve. Aliás, quem ouviria seu grito? A mãe, que foi à clínica especialmente para matá-la? O médico que, esquecendo seu juramento profissional, emprega sua ciência para destruir inocentes? Os governantes, que decidiram que ela não é pessoa e não tem direito à vida?



abenvsal3) A morte dos passageiros foi sem dúvida dolorosa, mas não se compara à morte de uma criança que é abortada. Por acaso os seqüestradores trucidaram os corpos dos passageiros com máquinas de sucção? Ou usaram instrumentos como serrotes e facões para cortar os pescoços, os braços, os troncos e as pernas de suas vítimas? Ou ainda mergulharam-nas em uma solução cáustica, para que morressem lentamente com a pele cauterizada?



recovery4) Após o atentado terrorista, os bombeiros estão tentando recolher os restos mortais das vítimas e fim de identificá-las e dar-lhes honras fúnebres. Quem, porém, pensa em fazer isso com o "lixo hospitalar humano" diário de uma clínica de aborto? Muito mais lucrativo é vendê-lo para fabricantes de cosméticos, como na Inglaterra. Ou então, como na Alemanha, usar tal "granulado orgânico não tóxico" para pavimentação de ruas.



5) O atentado de 11 de setembro causou tal indignação que há americanos dispostos a declararem guerra aos agressores. Quem, porém, pensou em declarar guerra aos assassinos de criancinhas? Após a legalização do aborto em Nova York, o Dr. Bernard N. Nathanson dirigiu, a partir de 1971, a maior clínica de abortos do mundo: o Centro de Saúde Sexual (CRANCH), situado a leste da cidade. São palavras do aborteiro, hoje convertido à causa pró-vida:

nathanson"Realizávamos 120 abortos diários, incluindo domingos e feriados e somente no dia de Natal não trabalhávamos. Quando assumi a clínica, estava tudo sujo e nas piores condições sanitárias. Os médicos não lavavam as mãos entre um aborto e outro e alguns eram feitos por enfermeiras ou simples auxiliares. Consegui modificar tudo e transformá-la em uma clínica modelo em seu gênero e, como Chefe de Departamento, tenho que confessar que 60.000 abortos foram praticados sob minhas ordens e uns 5.000 foram feitos pessoalmente por mim".



Que tal, antes de pensar em declarar guerra aos árabes, aos palestinos ou aos terroristas, declarar guerra contra aquele que é "homicida desde o princípio" (Jo 8,44), contra o Dragão do Apocalipse que "se colocou diante da Mulher que estava para dar à luz a fim de lhe devorar o filho" (Ap 12,4), contra aquele que se compraz em matar crianças como nos tempos de Herodes (Mt 2,16-18) e nos tempos do Faraó do Egito (Ex 1,22)?

Enquanto uma nação permitir o aborto, não podemos esperar a paz.

Anápolis, 16 de setembro de 2001

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

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