Quantos
“eu te amo”...
... eu poderia ter dito em quinze minutos?
(um comovente relato da síndrome pós-aborto de um anencéfalo)
Um vídeo produzido pela Estação
Luz e colocado no YouTube demonstra, de maneira enfática, o traumatismo psicológico
sofrido por uma mãe de anencéfalo que aceitou o convite do médico de praticar
o aborto. O vídeo chama-se “Quantos
‘eu te amo’?” e está dividido em quatro partes. Traz o depoimento
alegre e tranqüilo de mães de anencéfalos que rejeitaram o aborto, como Márcia
Tominaga (mãe de Filipe, que sobreviveu 20 minutos após o nascimento) e
Cacilda Galante Ferreira (mãe de Marcela, que só morreu depois de 1 ano e oito
meses de nascida).
Mas é particularmente tocante
o relato de uma mãe anônima, que aparece nas partes 1 e 4, chorando por ter
aceitado a proposta do médico de abortar seu bebê anencéfalo.
Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=us66QbFVGWQ
Então me sugeriram que eu abortasse porque, talvez por eu estar no
quinto mês de gestação eu poderia correr risco.
Então, eu e meu esposo resolvemos aceitar a proposta do médico em
tirar a criança.
Foi aí então que começou o meu sofrimento.
[Aparece agora o rosto da mãe]
Passei três dias internada, todos os dias sentindo dores. Eram 9h40 da
manhã quando me levaram para a sala de parto.
Eu lembro até hoje outras crianças nascendo ao lado, recebendo a vida
e eu...
[começa a chorar]
... eu estava ali matando a minha filha.
Ela nasceu, senti mexendo e eu não quis ver.
Talvez porque eu me sentia uma covarde. Talvez porque eu me sentia um
monstro.
Naquele momento eu não tive coragem de ver a crueldade que eu permiti...
que ele estava... autorizei fazer comigo.
Lembro dela gritando: “Tá vivo!”
[passa a mão no rosto para
enxugar as lágrimas]
“Tá vivo! A criança nasceu viva!”
Parte 4:
http://www.youtube.com/watch?v=FoZ5qu1zsWs
Mas eu me pergunto: em quinze minutos quantos “eu te amo” eu poderia
falar para esse meu filho?
Anápolis, 14 de julho de 2009.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
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